Brasil registra dezenas de casos com concentração no Sudeste. Infectologistas alertam que lesões podem ser confundidas com catapora e reforçam a importância do isolamento médico. O estado do Rio de Janeiro segue em atenção após a confirmação de novos casos de Mpox neste início de 2026. O cenário atual mantém as equipes de saúde em monitoramento constante, visto que dados recentes indicam que o Brasil já soma dezenas de confirmações da doença no ano, com maior incidência na região Sudeste. No panorama nacional, São Paulo lidera o número de infecções, seguido pelo Rio de Janeiro e registros isolados em outros estados. Apesar do avanço das notificações, o quadro geral não é motivo para pânico: especialistas destacam que a maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada e, até o momento, não há registro de óbitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o surgimento de novas cepas globais, porém ainda não há indicação de circulação ampla dessas variantes mais agressivas no território brasileiro. Os riscos após o Carnaval Com o fim do período de Carnaval, surgem dúvidas na população sobre o potencial de disseminação do vírus durante as festividades. A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, avalia que a confirmação dos casos recentes sugere que o vírus continua circulando ativamente, mas ressalta que não há evidências de uma transmissão descontrolada no país. A médica pondera que a Mpox não se espalha com a mesma facilidade que vírus respiratórios, como a Covid-19 ou a Influenza. O contágio está associado a contextos específicos. Ambientes de aglomeração, como festas e blocos, não são, por si só, fatores determinantes para a infecção. O risco real depende do tipo de interação, sendo que contatos breves e casuais representam um perigo muito menor do que interações próximas e prolongadas. Segundo a especialista, o contato sexual segue sendo a forma de transmissão mais observada nos consultórios. Sintomas e desafios no diagnóstico A Mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, mal-estar e aumento dos gânglios, seguidos por alterações cutâneas. Um dos grandes desafios atuais enfrentados pelas equipes médicas é o diagnóstico clínico. As feridas causadas pela Mpox podem ser facilmente confundidas com outras infecções dermatológicas comuns, como a catapora ou o herpes. Isso reforça a extrema importância de buscar uma avaliação médica diante de qualquer sintoma suspeito, especialmente para pessoas que tiveram contato próximo com casos já confirmados. Prevenção e Isolamento As autoridades sanitárias afirmam que o Sistema Único de Saúde (SUS) permanece preparado para identificar os casos de forma precoce e evitar a disseminação em larga escala. O tratamento pode incluir o uso de antivirais específicos para quadros com indicação médica, mas o ponto central para frear a cadeia de contágio é o isolamento rígido. Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem evitar qualquer tipo de contato próximo com outras pessoas até a cicatrização completa das lesões. A recomendação oficial é manter a vigilância contínua, adotar cuidados básicos de higiene, não tocar em lesões suspeitas e buscar sempre informações em fontes oficiais. Compartilhe isso: Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Curtir isso:Curtir Carregando... Relacionado Navegação de Post Secretaria Estadual de Saúde nega rumor sobre caso confirmado de Mpox no bairro do Barreto em Niterói