Boato surgiu nas redes sociais com a foto de uma moradora com ferimentos na pele e autoridades reforçam que os 13 diagnósticos do estado estão concentrados em outras cidades. Um relato que circulou intensamente pelas redes sociais sobre um suposto caso confirmado de Mpox em Niterói foi oficialmente desmentido nesta quinta-feira (26) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ). O boato causou preocupação ao utilizar a imagem de uma mulher, supostamente moradora do bairro Barreto, na Zona Norte da cidade, que apresentava ferimentos na pele muito parecidos com as lesões provocadas pela doença viral. O órgão estadual esclareceu que, até o momento, existem 13 casos confirmados da doença em todo o território fluminense e nenhum deles pertence ao município de Niterói. As confirmações atuais estão concentradas na cidade do Rio de Janeiro, com registros pontuais também em Araruama, na Região dos Lagos, e nos municípios de Duque de Caxias e Queimados, na Baixada Fluminense. De acordo com o Centro de Inteligência em Saúde do RJ, 84 notificações de casos suspeitos foram registradas em 2026 até esta quinta-feira, sem a ocorrência de mortes. Para fins de comparação, no ano de 2025 inteiro foram confirmados 117 casos no estado, e em 2024, o número totalizou 323 diagnósticos positivos. Sintomas e formas de transmissão Apesar de não haver motivos para pânico, os especialistas de saúde recomendam atenção aos cuidados preventivos e aos sinais da doença. O período de incubação do vírus varia, tipicamente, de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias após o contato. Os sintomas iniciais mais comuns incluem: Cansaço extremo e febre. Calafrios e dores de cabeça. Dores no corpo e surgimento de ínguas (gânglios inchados). Formação de bolhas, crostas ou feridas na pele. A transmissão ocorre exclusivamente de pessoa para pessoa. As vias de contágio envolvem o contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias (em contato cara a cara prolongado) e contato íntimo ou sexual. O vírus também pode sobreviver em superfícies, o que possibilita a infecção ao tocar em roupas de cama, toalhas e utensílios de uso pessoal contaminados. O que fazer em caso de suspeita e o combate à desinformação Quem apresentar sintomas compatíveis com a Mpox deve iniciar o isolamento imediato, evitando o contato físico com outras pessoas e não compartilhando objetos de uso pessoal. A recomendação principal é buscar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e a realização do exame laboratorial de confirmação. O tratamento é focado no alívio da dor e da febre, já que não há um medicamento específico contra o vírus. O Governo do Estado aproveitou a ocasião para combater graves informações falsas. É totalmente inverídico o boato de que a doença seja um efeito colateral de vacinas contra a Covid-19. Além disso, a Sociedade Brasileira de Primatologia atesta que os macacos não transmitem a Mpox para os seres humanos, sendo eles também vítimas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou o nome da doença (antigamente chamada de “varíola dos macacos”) justamente para evitar a estigmatização e impedir agressões aos animais, como as registradas durante o surto de 2022. Compartilhe isso: Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Curtir isso:Curtir Carregando... Relacionado Navegação de Post Estado do Rio de Janeiro entra em atenção para Mpox e especialistas avaliam os riscos após o Carnaval Prefeitura de Maricá inicia obras de nova Unidade de Saúde da Família em Ubatiba para ampliação da rede básica