A partir desta segunda-feira (30/03), a tradicional rota entre Niterói e o Rio de Janeiro servirá como um laboratório sobre rodas para a modernização sustentável do transporte intermunicipal fluminense.

A rota intermunicipal vira base de testes para a adoção de energia limpa no transporte fluminense nesta segunda feira.

Os usuários da frota operada pela Viação Mauá deparam com uma mudança estrutural na mobilidade urbana. A empresa colocou um modelo movido a bateria em circulação no trajeto de conexão dos polos de Niterói e do Rio de Janeiro. A medida integra o planejamento de um sistema de transporte público com emissão zero no território do estado.

O Programa RJ Eletro

A fase experimental compõe o escopo de ações do programa RJ Eletro. O Governo do Estado do Rio de Janeiro gerencia o projeto com o Departamento de Transportes Rodoviários e as concessionárias de vias urbanas. O propósito da etapa de avaliações consiste em analisar o comportamento do veículo no trânsito urbano.

A Viação Mauá assume a operação da frota nas próximas semanas. A equipe da empresa fará a catalogação de estatísticas de desempenho. A apuração aborda:

  • O tráfego de vias expressas e a travessia da Ponte Rio Niterói servem de cenário para a medição do gasto de energia.
  • Os técnicos verificarão a duração da carga com a lotação máxima de ocupantes e a refrigeração acionada sem interrupções.
  • A opinião dos viajantes sobre o conforto entrará no balanço de aceitação do público.

Sustentabilidade e Autonomia: O Ankai OE-12

A montadora chinesa Ankai fabrica o modelo OE-12 selecionado para o programa. O chassi carrega um conjunto de baterias de capacidade de armazenamento ampliada. A carga garante viagens em um raio de 350 quilômetros. O dado técnico credencia o ônibus para o trabalho em trajetos intermunicipais de média distância.

O motor traciona as rodas sem a queima de combustíveis derivados de petróleo. A restrição de gases de escape ajuda a qualificar o ar na Região Metropolitana. O mecanismo também opera com baixo nível de ruído para diminuir a poluição sonora nas ruas da cidade.

Tecnologia e Acessibilidade Embarcada

O projeto de construção do coletivo contempla recursos de acomodação para os clientes. O veículo apresenta ferramentas de inclusão social. A estrutura oferece:

  • A configuração do piso simplifica o acesso pelo formato rebaixado.
  • O embarque de cidadãos com deficiência física conta com o suporte de uma rampa móvel.
  • Um equipamento de ar condicionado reduz a temperatura no espaço de passageiros.
  • Os ocupantes dispõem de entradas USB de recarga de aparelhos celulares ao lado das poltronas.
  • As lentes das câmeras de vigilância transmitem o cenário do salão para o painel de controle do condutor.

Um passo para o futuro

O emprego da eletromobilidade em uma rota de grande circulação antecipa uma alteração no mercado de transportes. O sucesso da rotina de operação atestará a viabilidade financeira da frota livre de carbono. A conciliação do rendimento das baterias com a redução do custo de manutenção balizará as diretrizes do setor rodoviário. A validação das estatísticas abrirá espaço para a aquisição de novos veículos de energia limpa em outras linhas da malha fluminense.

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