O cenário político fluminense ganhou uma definição importante nesta segunda-feira (1º de junho). O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, decidiu vir a público para colocar um fim às especulações e reafirmar de forma contundente a sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
A confirmação ocorreu em meio a rumores recentes que circulavam nos bastidores sobre uma eventual substituição de seu nome na disputa majoritária. O parlamentar escolheu um momento de grande visibilidade para fixar sua posição, discursando durante um evento realizado no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro e do pré-candidato ao Senado Márcio Canella.
O chefe do Legislativo estadual deixou claro que o projeto eleitoral segue ativo e focado na retomada do crescimento regional.
“Minha candidatura tem o objetivo de apresentar o Douglas Ruas à população, mostrar nosso projeto de governo e nossas propostas de desenvolvimento que a gente acredita que o Rio de Janeiro precisa para adquirir o protagonismo que merece”, cravou o pré-candidato.
Endosso à mobilidade do Leste Fluminense
O palco escolhido por Douglas Ruas para reafirmar suas intenções eleitorais tinha como pauta principal um tema sensível e muito aguardado pela população: a infraestrutura de transportes. O evento marcou a apresentação do Projeto Prisma-RJ, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), que detalha os avanços dos estudos técnicos para a implantação da Linha 3 do Metrô.
Ao marcar presença, Ruas endossou politicamente a iniciativa, que prevê a construção de uma malha metroviária interligando os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí ao sistema da capital. A obra é considerada uma demanda histórica para aliviar o intenso fluxo diário de trabalhadores e estudantes da Região Metropolitana.
Durante o encontro, o professor Rômulo Orrico demonstrou as análises de traçado, projeções de estações e a capacidade de atendimento do futuro transporte. O financiamento dessa etapa de viabilidade técnica conta com um aporte de R$ 26 milhões provenientes de emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro. Os dados recolhidos pela UFRJ servirão como base obrigatória para o anteprojeto e para a definição do modelo econômico da obra.
