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Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, viveram horas de tensão durante um confronto na manhã desta terça-feira (1º). Segundo relatos, os disparos foram ouvidos em vários pontos da cidade e se estenderam por mais de seis horas.
Famílias inteiras precisaram se proteger dentro de suas próprias residências enquanto os disparos ecoavam ininterruptamente por um período superior a seis horas. O clima de guerra urbana alterou toda a dinâmica da comunidade e impediu que as pessoas saíssem para trabalhar ou estudar.
A presença ostensiva na área foi coordenada por agentes do sétimo batalhão da Polícia Militar. Embora a corporação não tenha emitido uma nota detalhando as motivações ou os alvos da investida, os reflexos da operação foram sentidos rapidamente.
Ruas amanheceram bloqueadas por grandes barricadas incendiadas que levantaram densas nuvens de fumaça pelo bairro. A intensidade da troca de tiros foi tão alarmante nas regiões da Balança e de Itaúna que o som das armas pesadas pôde ser escutado com muita clareza por quem vive no Mutuá e no Porto do Rosa.
Além do perigo iminente o episódio provocou danos consideráveis à mobilidade urbana da população. Temendo pela vida de passageiros e de motoristas as empresas de transporte público suspenderam a circulação das linhas que cortam o bairro de Itaúna.
A medida de precaução se mostrou totalmente justificada após um ônibus pertencente à Viação Fagundes ser atingido por um tiro no meio do conflito. Apesar dos intensos momentos de desespero e dos estragos materiais as informações preliminares indicam que não houve registro de civis ou militares feridos.
A reportagem segue acompanhando e atualiza a matéria com novas informações e com os desdobramentos da operação.
