Justiça do Trabalho exige metade da frota circulando durante greve de ônibus na cidade do Rio de Janeiro
Paralisação dos rodoviários começa à meia-noite desta segunda-feira e descumprimento de liminar pode gerar multa diária de 50 mil reais.
A rotina dos passageiros que utilizam o transporte público na cidade do Rio de Janeiro enfrentará grandes desafios a partir da meia noite desta segunda feira, momento que marca o início oficial da greve dos rodoviários. Para tentar minimizar os transtornos à população, o Tribunal Regional do Trabalho proferiu uma decisão liminar determinando que, no mínimo, 50% da frota operacional permaneça ativa em cada linha e itinerário. Além disso, o descumprimento dessa medida judicial resultará em uma multa diária de 50 mil reais, a qual será aplicada de forma independente tanto ao Sindicato dos Rodoviários quanto ao sindicato patronal Rio Ônibus.
Em relação ao sistema BRT, a situação gerou informações divergentes às vésperas da paralisação. Inicialmente, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a empresa pública Mobi Rio afirmaram que os corredores expressos funcionarão normalmente e seguirão o plano operacional padrão dos dias úteis, visando atender aos mais de 630 mil passageiros diários. Por outro lado, a direção do sindicato dos trabalhadores garantiu que os condutores dos ônibus articulados também aderiram ao movimento grevista.
Apesar da adesão, os representantes da categoria asseguraram que respeitarão a manutenção da metade da frota, conforme a exigência da Justiça. Diante desse cenário, a administração municipal informou ainda que já solicitou um aumento desse percentual mínimo aos tribunais competentes.
Todo esse impasse entre os trabalhadores e os consórcios operadores envolve uma série de reivindicações financeiras e trabalhistas profundas. Como ponto de partida, a categoria exige a mudança da data base para o dia primeiro de março, bem como um salário de 5 mil reais para os motoristas de articulados e de 4 mil reais para os condutores convencionais.
Somado a isso, a pauta de exigências inclui o fim dos contratos temporários, a implantação do regime celetista para os profissionais do BRT e um auxílio alimentação no valor de mil reais. Os rodoviários também pleiteiam uma jornada de trabalho no modelo cinco por dois, juntamente com a manutenção de benefícios essenciais, como o passe livre e os planos de saúde e odontológico.
Em contrapartida, as empresas de ônibus apresentaram uma proposta que foi considerada insuficiente, sendo prontamente rejeitada pelos rodoviários durante uma assembleia realizada no bairro de Rocha Miranda. Pelo projeto patronal, o salário dos motoristas convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, o que representa um reajuste de pouco mais de 150 reais.
Já para os condutores da categoria de articulados, o vencimento subiria de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O benefício da alimentação, por sua vez, teria um acréscimo de apenas 29 reais, passando para 689 reais mensais, fator que acabou motivando a deflagração da greve.
Para continuar acompanhando os desdobramentos dessa paralisação e a situação da mobilidade na região, lembre que o LF NEWS cobre o dia a dia de todo o Leste Fluminense e da capital.
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