Maricá seguiu o estado para presidente e governador, e votou no PT para deputado
Fabiano Horta teve a maior votação do município para a Câmara, 50.396 votos, e três dos quatro estaduais mais votados em Maricá são do PT; um deles está com a candidatura indeferida pelo TRE
O eleitor de Maricá dividiu o voto no primeiro turno, no domingo (4). Para presidente e para o governo do Rio, a cidade acompanhou o estado e deu a liderança a Flávio Bolsonaro (PL) e a Douglas Ruas (PL). Para a Câmara dos Deputados e para a Alerj, os maiores números ficaram com nomes do PT da própria cidade.
Na disputa pela Presidência, Flávio Bolsonaro teve 69.193 votos em Maricá, 49,82% dos válidos, e Lula (PT), 59.972, ou 43,18%. No estado, o candidato do PL fez 53% contra 39,4% do presidente, e os dois decidem a eleição no segundo turno.
Para o governo do Rio, Douglas Ruas recebeu 63.771 votos na cidade, 49,69%, e Eduardo Paes (PSD), 52.690, ou 41,06%. No estado, Ruas chegou a 49,27% e Paes, a 42,76%. Os dois também vão ao segundo turno.
No Senado, o maior número de votos em Maricá foi para Carlos Portinho (PL): 59.646, ou 24,57% dos válidos. Benedita da Silva (PT) veio atrás, com 57.974 (23,88%), e Carlos Jordy (PL) ficou em terceiro, com 56.697 (23,36%). As duas vagas do estado ficaram com Portinho e Jordy. Eleição para o Senado não tem segundo turno.
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Nas disputas para deputado
Para a Câmara dos Deputados, quem teve a maior votação da cidade foi Fabiano Horta (PT), prefeito de Maricá entre 2017 e 2024: 50.396 votos, 36,87% dos válidos no município. Ele se elegeu. Ricardo Gutierrez (PL) veio em segundo, 18.597 (13,61%), e não conseguiu vaga. Diego Quaqua (PT), vice-prefeito entre 2021 e 2024, ficou em terceiro, 16.304 (11,93%), e também foi eleito.
Na Alerj, Allyson Elias (PT) teve a maior votação de Maricá: 16.256, ou 12,32%. Zeidan (PT) ficou em segundo, 15.183 (11,51%). Os dois se elegeram. Em quarto veio Guilherme Delaroli (PL), 10.892 (8,26%), também eleito, com base em Itaboraí.
O terceiro colocado foi Renato Machado (PT), deputado estadual em exercício, com 13.536 votos em Maricá, 10,26%. Ele não está entre os 70 eleitos: o Tribunal Regional Eleitoral do Rio indeferiu por unanimidade o registro da candidatura dele em 8 de setembro, por entender que havia indícios de ligação com a facção Terceiro Comando, e rejeitou os embargos em 29 de setembro. Machado recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral e disputou sub judice, o que deixa os votos dele condicionados: só valem se o TSE reverter a decisão.
O deputado nega as acusações. “Eu sou inocente e fui literalmente absolvido pela Justiça de todas as acusações falsas”, escreveu ele nas redes sociais em 28 de setembro, ao dizer que seguiria na disputa.
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