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SEGURANÇA

Unha e Carne: PF prende Marcus Amim, em Niterói, e Márcio Canella

Oitava fase cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca em sete cidades; Justiça determinou a suspensão das atividades de 112 empresas, 96 delas postos de combustíveis

Leste Fluminense News 3 min de leitura
Montagem com duas fotos lado a lado, sobre fundo desfocado: à esquerda, homem de terno escuro e gravata diante de painel de madeira; à direita, homem de barba grisalha e óculos, de camiseta azul-clara, com céu e mar ao fundo.
Montagem com imagens de Márcio Canella e Marcus Amim, presos na oitava fase da Operação Unha e Carne. Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu em Niterói, na manhã desta quinta-feira (15), o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Também foi preso o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, na oitava fase da Operação Unha e Carne.

Segundo a PF, a operação apura o uso de uma rede de postos de combustíveis por uma organização criminosa armada para lavar dinheiro. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete cidades: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas à rede, 96 delas postos de combustíveis que, de acordo com a PF, eram usados para ocultar e dar aparência legal a dinheiro de origem criminosa. A nota não traz a lista das empresas nem diz em quais cidades ficam.

O delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes foi preso em Icaraí, segundo os sites A Tribuna e Cidade de Niterói. Canella foi preso em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio, segundo o Cidade de Niterói e o Maricá Info. Os outros quatro presos são policiais civis, segundo a Agenda do Poder e o Cidade de Niterói. A nota da PF não traz os nomes dos presos, e a Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais.

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Natural de Niterói, Amim foi titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá até 2018, segundo a Folha do Leste em 2023. Em 2023, presidiu o Detran-RJ e, a partir de outubro, foi secretário estadual de Polícia Civil por cerca de dez meses, de acordo com A Tribuna.

Segundo a TV Globo, as ordens de prisão partiram do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A nota da PF não cita o magistrado.

A PF afirma que o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, valor que consta de relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), e não detalha quanto desse total teria origem criminosa. Segundo a corporação, o grupo conta com agentes públicos e articulação político-institucional, e os investigados podem responder por organização criminosa armada e, conforme a participação de cada um, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

A defesa de Canella disse, segundo o Maricá Info, que só vai se manifestar depois de ter acesso aos autos. O LF News não localizou manifestação de Amim nem dos demais presos. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não significa condenação.

Amim e Canella já tinham sido alvos da sexta fase, em 7 de julho, quando a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e no Rio. Naquele dia, Canella foi preso em flagrante, depois que agentes encontraram um fuzil de uso restrito da Polícia Militar em um carro usado por ele; segundo a investigação, a arma pertencia ao policial responsável pela segurança dele. Canella foi solto quatro dias depois, por decisão de Moraes, que mais tarde revogou as medidas cautelares, com base na regularidade das armas apreendidas, segundo o Correio Braziliense.

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