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Corpo de moradora morta durante operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro é sepultado sob clima de comoção e protestos

Familiares de Andressa Nogueira acusam agentes de atirarem a esmo enquanto corporação afirma que disparo fatal partiu de criminosos locais

Leste Fluminense News 2 min de leitura
Corpo de moradora morta durante operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro é sepultado sob clima de comoção e protestos
Foto: Acervo Leste Fluminense News

Parentes e amigos de Andressa Nogueira do Nascimento se reuniram neste sábado (28) para o sepultamento da moradora da Comunidade das Palmeiras. A cerimônia de despedida ocorreu no Cemitério Parque da Paz e foi marcada por forte comoção e cobranças por justiça. A mulher de 35 anos era mãe de cinco filhos e perdeu a vida após ser baleada no peito na tarde de sexta-feira (27) na Estrada das Palmeiras, durante uma ação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo.

Relatos de familiares e manifestações

Durante o velório, os parentes de Andressa contestaram a classificação do caso como uma fatalidade e criticaram a realização de uma operação policial no horário em que crianças circulavam nas ruas. De acordo com os familiares presentes no cemitério, a vítima foi atingida pelas costas ao tentar buscar o filho e proteger outras crianças que estavam na via. O cunhado da vítima relatou que os agentes de segurança efetuaram disparos a esmo e sem critério de dentro do veículo blindado.

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Após a morte de Andressa, moradores da região organizaram um protesto durante o período da noite. Os manifestantes utilizaram um ônibus atravessado para bloquear a via e atearam fogo em diversos objetos. Houve confronto com as forças policiais que empregaram armamento de efeito moral para conter o protesto.

Versão oficial e investigações

Em nota oficial, a Polícia Militar informou que a operação tinha como objetivos retirar barricadas da comunidade e checar uma denúncia sobre um suspeito ferido na área. A corporação declarou que as equipes foram recebidas a tiros e precisaram revidar a agressão, argumentando que o disparo responsável pela morte da moradora partiu da arma dos criminosos. O confronto resultou em três policiais militares feridos sem gravidade por estilhaços e em uma viatura da Polícia Rodoviária Federal atingida por tiros, sendo que a PRF ressaltou que seus agentes não efetuaram disparos no local.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). A especializada atua para identificar a origem exata do projétil e esclarecer as circunstâncias do confronto que vitimou a moradora.

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