Douglas Ruas vota em São Gonçalo e diz que a transição do governo do Rio começa nesta segunda
Governador eleito disse que a ação em que o PSD tenta levar a disputa ao segundo turno no STF é ‘assunto encerrado’; mais cedo, acompanhou Flávio Bolsonaro em Vila Isabel
Eleito governador do Rio no primeiro turno, Douglas Ruas (PL) votou na manhã deste domingo (25) no Instituto Cultural Amendoeira, em São Gonçalo. Estava com a mulher, Mariana Ruas, e o filho. Depois de votar, disse que a equipe começa nesta segunda-feira (26) a trabalhar na transição do governo estadual.
“A partir de amanhã, a gente já começa a trabalhar fortemente na transição do governo do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Ruas, segundo a Rádio Manchete Rio. A composição da equipe de transição saiu no Diário Oficial do estado em 19 de outubro, segundo o Correio da Manhã. A coordenadora é Maria Gabriela Bessa, ex-secretária estadual das Cidades, e as reuniões serão nas sedes da Firjan e da Fecomércio RJ, de acordo com o Diário do Rio.
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Ruas toma posse em 6 de janeiro de 2027, com a vice Fernanda Louback (PL), vereadora em Niterói. São Gonçalo é a base eleitoral da família: o pai dele, Capitão Nelson (PL), é o prefeito da cidade.
Na disputa pela Presidência, decidida neste domingo entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ruas esteve à frente da campanha de Flávio no estado e se disse confiante na vitória do candidato. Mais cedo, ele acompanhou o voto de Flávio na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel (Zona Norte do Rio). Depois do voto em São Gonçalo, disse que seguiria para Brasília para acompanhar a apuração.
A ação do PSD no STF
Ruas também falou da ação em que o PSD, partido de Eduardo Paes, tenta no Supremo Tribunal Federal (STF) levar a disputa pelo governo a um segundo turno. “Em relação à ação judicial, lamentamos mais um desrespeito à Justiça Eleitoral, ao processo democrático e ao Supremo Tribunal Federal. O Tribunal Superior Eleitoral já se manifestou e, para nós, trata-se de assunto encerrado”, disse, de acordo com o Diário do Rio.
Na ação, apresentada em 14 de outubro, o PSD pede que o STF restabeleça um segundo turno entre Ruas e Paes. O partido contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em 8 de outubro, anulou os 274.411 votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos), que teve a candidatura barrada. Sem esses votos, Ruas passou a ter 50,88% dos votos válidos e foi eleito no primeiro turno; Paes ficou com 44,16%. Para o PSD, os votos de um candidato que participou regularmente da eleição deveriam entrar no cálculo, mesmo que ele tenha sido considerado inelegível.
O relator, ministro Cristiano Zanin, deu em 16 de outubro cinco dias para o TSE prestar informações. No mesmo despacho, mandou ouvir a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República, segundo a CartaCapital e o SBT News. A decisão sobre o pedido vem depois dessas manifestações, de acordo com a Agência Brasil.
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